O uso excessivo de telas tem afetado o desenvolvimento, a saúde mental e o comportamento das crianças e adolescentes.
Mas como podemos encontrar um equilíbrio digital saudável? Nesta live, vamos conversar sobre os desafios e impactos das telas, apresentar estratégias práticas para pais e educadores, e lançar oficialmente o nosso novo livro! 📘✨
O que você vai ver nesta live?
✅ Dados e pesquisas sobre o impacto das telas na infância
✅ Como as telas afetam a dinâmica familiar e a aprendizagem
✅ Dicas práticas para um equilíbrio digital saudável
✅ Como o nosso livro pode te ajudar!
Confira a live na íntegra
Perfis dos participantes desta Live
EquilibriON
Dra. Juliana Orrico
Priscila Assis
🔄 Compartilhe essa live com amigos, pais e educadores que precisam dessa informação!
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Confira o resumo feito por IA
O Impacto das Telas na Vida de Crianças e Adolescentes
Overview
O encontro de lançamento do livro “O Impacto das Telas na Vida das Crianças e Adolescentes” contou com a participação de convidados como a Dra. Juliana Urico e Priscila Assis, que abordaram a importância do equilíbrio digital na infância. A discussão se concentrou nos efeitos negativos do uso excessivo de telas, incluindo mudanças de comportamento, baixa autoestima e desafios enfrentados pelos pais ao estabelecer limites. Foram analisadas as implicações da nova lei que proíbe celulares nas escolas e a necessidade de harmonia entre tecnologia e educação. Além disso, o encontro ofereceu estratégias para o controle do conteúdo e do tempo de tela, promovendo diálogo e conscientização digital, finalizando com agradecimentos à Editora Europa e uma reflexão sobre o futuro das crianças no mundo digital.
Notes
Introdução ao Livro e Convidados(00:13 – 12:36)
- Lançamento do livro “O Impacto das Telas na Vida das Crianças e Adolescentes”
- Apresentação dos convidados: Dra. Juliana Urico e Priscila Assis
- Discussão sobre o equilíbrio digital na infância
- Alick Mello compartilha sua experiência em tecnologia e cofundação da Equilibrium
Impacto das Telas no Comportamento(12:37 – 23:47)
- Mudanças de comportamento em crianças e adolescentes devido ao uso excessivo de telas
- Discussão sobre baixa tolerância à frustração e ansiedade
- Impactos na autoestima e comparações injustas nas redes sociais
- Importância do controle inibitório e regulação emocional
Dinâmica Familiar e Uso de Telas(23:47 – 32:27)
- Desafios dos pais em estabelecer limites no uso de telas
- Importância do exemplo dos pais no uso de tecnologia
- Discussão sobre a necessidade de diálogo e comunicação assertiva na família
- Estratégias para criar rotinas e hábitos saudáveis em relação às telas
Tecnologia na Escola(32:27 – 41:57)
- Nova lei de proibição de celulares nas escolas
- Discussão sobre o equilíbrio entre tecnologia e aprendizagem
- Importância do treinamento de professores para lidar com tecnologia em sala de aula
- Necessidade de harmonia entre escola e família no uso de tecnologia
Controle de Conteúdo e Tempo de Tela(41:59 – 50:48)
- Dicas para controlar o conteúdo acessado por crianças e adolescentes
- Discussão sobre aplicativos de controle parental
- Importância de não demonizar a tecnologia, mas usá-la de forma equilibrada
- Estratégias para lidar com a ociosidade e falta de atividades offline
Desafios da Proibição de Celulares nas Escolas(50:48 – 01:00:03)
- Reações de pais e alunos à proibição de celulares nas escolas
- Discussão sobre segurança e comunicação entre pais e filhos
- Necessidade de adaptação e flexibilidade na implementação de novas regras
- Importância do diálogo entre escola, pais e alunos para encontrar soluções equilibradas
Conclusão e Reflexões Finais(01:00:03 – 01:12:22)
- Apresentação do livro em formato digital e impresso
- Agradecimentos à Editora Europa e equipe envolvida no projeto
- Discussão sobre a importância da conscientização digital
- Reflexões sobre o futuro das crianças e adolescentes em um mundo digital
Action items
Unassigned
- Acessar o site da Equilibrium para fazer o teste de dependência de tecnologia (42:16)
- Comprar o livro ‘O Impacto das Telas na Vida das Crianças e Adolescentes’ com desconto até 12 de fevereiro (03:36)
- Seguir a Equilibrium nas redes sociais para receber dicas e conteúdos sobre equilíbrio digital (01:09:52)
- Participar das próximas lives e eventos da Equilibrium sobre temas relacionados à tecnologia e bem-estar (01:10:37)
Confira na integra a transcrição da nossa live
00:12
Erick Melo
Fala, pessoal. Bem-vindos. Daqui a minutinho a gente vai começar a nossa live aqui da Equilibrium. Seis horas em ponto. Vamos começar, tá ok? Vamos lá. Cinco horas. Falei seis antes. Falei errado? Então, cinco horas. Quero desejar boas-vindas para todos vocês, todo mundo que está aqui nessa nossa live, a primeira live de 2025. Quero agradecer a presença de cada de vocês. Sei que a rotina é corrida, então, se você está aqui com a gente, é porque esse tema com certeza te preocupa e você quer saber pouquinho mais sobre controle de conteúdo, sobre telas e sobre o lançamento que a gente vai ter daqui a pouco. Quando a gente fala de controle de conteúdo, tempo em frente às telas, acesso às redes sociais, dancinhas do TikTok, celular na mesa, crianças hipnotizadas, algo que parece familiar para muita gente.
01:27
Erick Melo
Pois é, essa cena virou rotina em muitas famílias, mas será que isso tem impactos reais? Se você já tem alguma dúvida, pode mandar nos comentários aqui que o nosso time do backstage, aqui a Carol, todo o nosso time vai conversar com vocês. A gente quer trazer os comentários, quer que vocês façam parte dessa nossa live pra gente discutir aqui. Muito sobre o controle de telas e o equilíbrio digital na infância. Então hoje é papo importantíssimo sobre o equilíbrio digital na infância com duas especialistas que entendem o assunto como ninguém. Mas antes de apresentá-las, lógico que eu quero me apresentar também, Meu nome é Alick Mello, eu tenho mais de 18 anos de experiência em tecnologia, sou cofundador e CEO global da Webjunk, empresa do iGroup, onde lidero projetos inovadores para grandes players do mercado.
02:20
Erick Melo
Então, gente, eu vim de tecnologia, eu vivo tecnologia toda hora. Então, ter o equilíbrio foi fundamental para mim nesse período. E com esses 18 anos de experiência, surgiu convite em 2024, Eu dei passo além como empreendedor e junto com o Bruno Gurgel, que me convidou para fazer parte da Equilíbrio, eu investi e confundei Equilíbrio aqui junto com ele, que é uma startup focada em unir o quê? Tecnologia e bem-estar. Nosso objetivo? Ajudar pessoas, famílias e por que também não empresas? A gente tem trabalho muito forte de B2B com empresas aqui, a encontrar o equilíbrio no uso de telas e da tecnologia. Desafio real e urgente. E para começar, eu quero colocar na tela aqui agora para vocês dois QR Codes. Eu tenho o primeiro QR Code onde você consegue comprar o livro e tem o outro onde você consegue acessar o nosso site.
03:24
Erick Melo
Então, clique aqui agora, acesse o nosso site, conheça pouquinho mais da Equilíbrio e também vai comprar o livro com super desconto. Garantir livro com 30% desconto até o dia 12 de fevereiro. Esse é desconto especial que a gente vai dar para vocês aqui no lançamento do nosso livro. Que vamos começar agora. E, para começar agora, quero convidar aqui, para fazer parte dessa live, minhas duas convidadas, que fizeram parte aqui, ó, gente, eu já tenho o livro físico aqui, coisa linda demais, que fizeram parte para escrever o nosso livro, O Impacto das Velas na Vida das Crianças e Adolescentes, que é guia para pais e educadores em mundo hiperconectado. Convido ela, doutora Juliana Urico, Mestre em Família na Sociedade Contemporânea e graduada em Psicologia, ela que é pós-graduada em Mind Influence, em Terapia Cognitiva e Comportamental, Psicologia Conjugal e Familiar, Docência no Ensino Superior.
04:27
Erick Melo
Tem formação em Transtorno Alimentar, Terapia Sistemática, Terapias Narrativas, Psicoterapia Corporal, Mais leite em DMT, redução de estresse atualmente após graduar em psicologia do esporte. Nossa! Ufa, doutora Juliana, é prazer estar com você aqui. Muito bem-vindo e obrigado por fazer parte do livro.
04:48
Dra. Juliana Orrico
Obrigada a vocês por estar aqui hoje. Para mim, foi prazer enorme participar desse projeto, sabendo da importância. E estar aqui hoje discutindo esse tema, eu acho que vai ajudar bastante gente.
04:59
Erick Melo
Legal, obrigado. E também aqui tô com a Priscila Assis, ela que é formada em Pedagogia e Psicopedagoga, Neuropsicopedagoga, especialista em Autismo, graduada em Psicologia e pós-graduada em Psicanálise. Possui mais de 16 anos de experiência neuroeducacional, 10 anos de experiência atuando na clínica psicopedagógica, psicopedagógica, relação escola, família, paciente, de maneira interdependente com profissionais especializados, médicos, terapeutas, gestores, professores e comunidade escolar. Atua como professor especialista no curso de graduação em Pedagogia e Psicopedagogia. Priscila, obrigado, Pri, por estar aqui com a gente também. Obrigado por participar do livro.
05:45
Priscila Assis
É prazer enorme, né? Enquanto profissional da área educacional e saúde mental e com essas mudanças todas, que vem acontecendo, a evolução humana, esse mundo globalizado, nada melhor do que estar com especialistas para poder falar, trazer pouquinho de luz, aliviar pouquinho as tensões dos pais, poder, de alguma forma, elucidar esse conteúdo que é extremamente pertinente. Fico muito feliz, muito honrada de fazer parte desse projeto, desde princípio brilhante, lindo, maravilhoso. Muito obrigada.
06:19
Erick Melo
Obrigado, Pri. Obrigado, e eu já quero já colocar uma pergunta aqui para vocês, que é, vocês notam mudança de comportamento das crianças nas últimas décadas, né? Vocês já têm uma experiência nessas últimas décadas, vocês notaram uma mudança de comportamento? Queria começar com a doutora Juliana, Ju.
06:39
Dra. Juliana Orrico
Sim, bastante, né? Porque assim, antes a tecnologia a gente tava vendo muito como uma forma de entretenimento, uma coisa muito mais tranquila, mais equilibrada, né? Hoje a gente vê tanto crianças quanto adolescentes muito dependentes. E o que eu percebo na mudança de comportamento, primeiro, é limiar pra frustração muito baixo. Então, não conseguem lidar com as emoções, com frustração. E aí, é uma coisa que a gente precisa trabalhar muito com essas… Tô falando criança, adolescente, mas acaba que adulto entra nisso também, né? Com essa regulação emocional, eles também estão muito acostumados a essa coisa da informação muito rápida para chegar, então a gente vê aumento de ansiedade grande.
07:18
Dra. Juliana Orrico
Fora uma baixa autoestima, por muita dependência em redes sociais, muita comparação injusta, que é termo que a gente utiliza bastante na cognitiva, quando a gente quer falar de alguns erros cognitivos, e aí acaba que eles se comparam injustamente ao que eles estão vendo nas telas. E aí sempre com a sensação de ser menos, isso vai afetando a autoestima. Então, assim, algumas consequências que vêm acontecendo estão sendo bastante visíveis no dia a dia. E os pais, sem saber como lidar, com a dificuldade enorme de colocar limite e tentando evitar crise, conflito dentro de casa, vão liberando. Mas vão ficando desesperados com a reação que esses filhos vão tendo.
07:59
Erick Melo
Interessante. E Pri, você também concorda com isso? Você acha que nesses 16 anos de experiência que você tem aí, queria entender pouquinho, principalmente na área educacional, como que é essa mudança de comportamento?
08:10
Priscila Assis
É assim, é… Bom, a tecnologia é importantíssima numa questão de evolução e acompanhar também o tempo dessas crianças e adolescentes. Porém, no comportamento, como a própria Juliana colocou, Eu acho importante a gente pensar, tanto nessa questão da frustração que muda, e aí eles não tem uma coisa que a gente fala em neurociência, os neuropsicopedagogos, a gente fala é controle libitório. O que é controle? É impulso. Eles não controlam muito bem, eles não se regulam muito bem, então logo eles não controlam esses impulsos. Sabe aquela tomada decisão, que os pais estão se esforçando para colocar alguns Eles ainda estão aprendendo a ter identidade, autonomia. Então, vem a comparação, né, que afeta a área emocional, muda o comportamento, que vem a baixa autoestima. Nas escolas, eles acabam com rendimento muito baixo. E aí, por conta das comparações, as distrações, alguns problemas atencionais.
09:06
Priscila Assis
Então, no teste, como a… Se a gente aplica alguns testes, que às vezes é necessário, quando a gente recebe paciente, ou quando a gente vai orientar no grupo da escola, Às vezes a atenção tá muito mais ligada ao uso exacerbado, ao exagero. Até ela passa a ser quase mesmo membro do corpo dessas crianças. Aí o comportamento muda de uma maneira ruim, né? Que precisa ser controlado. E fica difícil pros pais. Por que a gente tem que discutir tanto esse assunto? Por que a gente tem que falar? Porque falando, discutindo, escutando, encontrando ferramentas, recursos, a gente pode fazer o trabalho contrário, que é a de prevenção. A prevenção, né? No próprio Equilíbrio tem teste lá, né? Então, assim, é importante entender. É tranquilinho de fazer pra entender. A partir do teste, dá pra pensar isso em escola, dá pra pensar no treinamento, por quê?
09:53
Priscila Assis
Senão a gente vai ter a agressividade. O comportamento deles é nada mais, nada menos que frustrou, não controla, né, as emoções. Automaticamente dentro da escola tem distração e com essa distração eles ficam irritados. Literalmente irritados, mais agressivos. É perigoso, né, o exagero.
10:12
Erick Melo
E você falou num ponto aqui que eu ia entrar, que é o ponto onde a nova lei de proibição de celulares na escola, onde está todo mundo falando sobre isso, sobre esse equilíbrio das telas. E você falou ponto muito importante, que é esse impacto da tela na vida da criança. Eu queria que vocês se aprofundassem pouquinho mais e passassem para a gente aqui, porque é uma bandeira que a gente tem aqui na Equilíbrio. Queria que você passasse pouquinho… Qual que é o principal impacto, Pri? Vou começar com você, que você já acabou de jogar o assunto. Como que é o principal impacto? Que é a sua agressividade, eu queria entender pouquinho mais quais esses…
10:51
Priscila Assis
Aí a gente tem que pensar, vou tentar colocar de uma maneira mais leve, cérebro, né? Cognição, cérebro, mente. E aí pensar no estímulo que a luz, a tela, a velocidade que processa. A gente tem questões de coordenação motora, pra criança principalmente, que nada mais é, do uso de recurso lá, planeta. Por que aí a gente precisa orientar tanto a escola, os pais, e precisa desse limite, né? E aí a escola tá tomando essas medidas. Por que dentro da escola tem essas medidas? Por que tá sendo discutido? Todo mundo é pouco perdido. Porque o exagero tá trazendo danos, né? O perigo, o risco daquele… Não é condicionamento, reforço positivo, por exemplo, como a própria Júlia trabalharia, né? Numa intervenção, alguma coisa assim. Mas é o uso sem limite.
11:40
Priscila Assis
O uso dentro das escolas, traz impacto, nesse caso, negativo, quando ele não é recurso utilizado dentro do protocolo, do programa, do projeto político-pedagógico da escola, ou dentro de projeto de intervenção, porque, como a gente coloca, o pessoal vai poder ver depois no livro, né, é positivo desde que os profissionais das escolas estejam treinados, desde que os pais aprendam dos celulares, que é mesmo o controle, né, os aplicativos, porque senão a gente tá falando de problemas atencionais, né, de dificuldade de aprendizagem. Até uns 27 anos aí as pesquisas de criança a adulto, a gente consegue ter ainda processo de neurotransmissores, ou seja, a conversinha do cérebro para poder produzir, para ter uma cognição melhor.
12:36
Priscila Assis
Porém, quando você utiliza de maneira exacerbada o celular e aí você muda o recurso, por exemplo, de caderno, caneta, leitura, e fica muito nessa tela, com a velocidade da tela, com a velocidade que chega de uma maneira filtrada, a gente pode ter problema, por exemplo, atencional, a gente pode ter, as crianças podem apresentar, por exemplo, problema de dificuldade na escrita. Não que a escrita seja totalmente importante, mas pode ter, porque eles, se fica sem controle, se não tem o controle, se perde a mão, tem a distração, a gente vai achar que todo mundo tem problema de atenção, e não é assim. E não é assim, porque até é treinável. A Ju sabe muito bem que a gente pode treinar, né? A gente pode treinar habilidades, a gente pode trabalhar uma série de coisas. Mas o celular sem supervisão, celular sem…
13:27
Priscila Assis
Combinados com o pai e com a mãe, celular sem combinado com a comunidade escolar, pode gerar problema, pode ter impacto negativo. Vai ser positivo se tiver dentro do plano de ensino. Cada criança normalmente tem plano individual, né? Plano individual de ensino, é o PEI que a gente chama. Então, sim, na escola seria nesse sentido. Já dentro do projeto individual na clínica, a gente também trabalha. A gente tá falando de todas as crianças, todos os adolescentes. Pode utilizar? Pode. Tem que ter, ele tem que ter combinado, tem que ter… Eu tenho, né, alguns casos aqui dos pacientes que são controladinhos às horas, né? Você, que são pais, deve saber como que é. Tem que dar uma contra lá, tem que ter uns combinados, né? Porque senão o impacto pode ser negativo, que é a questão atencional, a frustração, o controle inhibitório, aquelas tomadas decisões.
14:12
Priscila Assis
Não sei se vocês já viram vídeos que a criança faz como se fosse uma birra, mas na verdade ela não tem ainda maturação cerebral. Ela não tem cérebro preparado como o nosso pra dizer sim ou não e administrar esse sim ou não. E aí quando frustra, não aprendeu ainda nem o que é frustração, Às vezes, né, isso pode ser aprendido em casa ou com a psicóloga, com a Ju, ou comigo também, né, dentro de uns treinos de habilidades sociais. Mas se isso não é trabalhado, se não tem essa prevenção em casa, pra isso chegar na escola, pra todo mundo falar a mesma língua, pra esse globalizado ser positivo e de maneira evolutiva, né, legal a tecnologia na vida dele, existe o perigo da gente ter, sim, algumas questões de atrasos. E atraso no desenvolvimento, não orgânico. Mas, por exemplo, na performance do aluno, né?
14:59
Priscila Assis
Isso é risco, sim. Porque é muita distração, a atenção não fica alternada legal, não fica seletiva. O que é uma atenção seletiva? Eu tô olhando pro Eric agora e eu tô concentrada conseguindo falar, olhar pro Eric e pra Ju. Mas não estou me perdendo. Se essa atenção fica comprometida a partir de atenção seletiva, a gente vai ter na hora que o professor tá falando lá na frente, na hora que o professor tá propondo alguma atividade, pode comprometer, né? Além das questões emocionais, são as questões de aprendizagem mesmo.
15:32
Erick Melo
Boa! E eu queria ver com a Ju, a gente falou aqui também, a gente falou muito num contexto de criança, criança e adolescente, mas eu queria entender pouquinho agora da Ju aqui, mais essa questão da tela quando a gente fala de adolescente, né? Quais são esses impactos aqui que a gente tem na vida dos adolescentes?
15:48
Dra. Juliana Orrico
Além do que a Pri colocou aí, super bem, né? Eu acho que o primeiro ponto é esse, né? É entender que, assim, o cérebro deles tá ainda em formação e desenvolvimento. Então, eles são muito mais vulneráveis do que nós, adultos, né? Pra os estímulos que eles recebem, pra tomadas decisões, eles ainda não formaram, não têm essa consciência, essa noção de autorresponsabilidade, essa autoestima bem definida, bem formada. O adolescente, normalmente, uma das coisas que eles mais se viciam, vou até utilizar esse termo, porque acaba que se torna comportamento viciante, né? É o uso dessas redes sociais que vão passando rápido, né? E a gente sabe que isso, dentro da psicologia, a gente chama isso de reforço intermitente. Então, eles vão sendo reforçados, e aquilo vai passando rápido, propositadamente, para fazer com que realmente aquele conteúdo fique sendo visto, né?
16:39
Dra. Juliana Orrico
E aí, eles ficam numa dependência daquele conteúdo. Então, uma fala muito grande que eu tenho de adolescente é de dizer assim, Ju, eu não aguento mais fazer isso. Que é quando fica rodando o dedo na tela, né? Então, esse é ponto bem importante. Alguns chegam a chegar num ponto de angústia, outros não. Outros não percebem que estão nesse vício. Quem está em volta percebe, professores, pais, amigos. É de falar e não ter atenção, os adolescentes. Então, você fala uma coisa e chega… Você nunca falou isso. E você falou, você explicou, você mostrou, mas é como a Pri estava falando. Como perde essa atenção focal, ela fica com essa atenção difusa, multifocal. E a gente sabe que a gente não é feito para ter essa atenção multifocal. E aí a gente acaba perdendo informações, né?
17:30
Dra. Juliana Orrico
E na hora que eles têm que se concentrar em uma coisa só, eles às vezes sentem irritação, ansiedade e até tédio. Porque é como se fosse assim, tá chato fazer só isso, né? Ou eu não consigo, né? Esse é ponto. E outro ponto muito importante que eu acho, eles têm acesso a conteúdos que não são favoráveis para a idade deles. E a gente sabe disso. O que acontece? Tem uma aceleração, aceleramento no desenvolvimento deles e eles não estão ainda prontos para o que eles estão assistindo ou vendo. Isso vem bagunçar esse adolescente, vem confundir essa autoestima que está sendo formada. E aí tem muitos pais que falam, não, mas eu coloco o filtro, eu coloco o aplicativo. Mas eles derrubam tudo, eles conseguem muito mais rápido do que a gente atirar e assistir.
18:25
Dra. Juliana Orrico
E o outro pai talvez não colocou o filtro, ele vai ver no outro colega, e no outro, no outro. Por isso que eu acho que, assim… A conscientização nossa, tanto quanto pais, quanto profissionais, para esses adolescentes, é o importante. É como eu vou lidar com o que vai chegar para mim. O que vai chegar. Exatamente. Como trabalhar a autoestima deles. Esse é ponto muito importante, para que eles não precisem desses conteúdos, dessas coisas, para estar se comparando. Acho que eu consegui, não sei se eu consegui completar.
19:04
Erick Melo
Não, foi perfeita a complementação pra gente entender pouquinho do cérebro de começo, como que as telas impactam, como que… Aí sim, aplicativos, redes sociais, que tão onde? Tem o nosso celularzinho aqui, né? Ele também afeta a autoestima, como você acabou de colocar. E aí, você falou ponto importante como pai, né? Como é que a gente percebe essa dinâmica familiar. Pra mim, no meu caso aqui, mudou muita coisa. Sou pai de duas meninas, da Sofi e da Lara, de 10 e 8 anos. E uma coisa, antes da equilíbrio aparecer na minha vida, vamos dizer assim, a gente, por ser de tecnologia, eu não via problema, realmente, em deixar o celular, deixar acesso a YouTube, a vídeo, alguma coisa.
19:49
Erick Melo
Quando eu me deparei com o Equilíbrio, comecei a entender pouquinho mais, estudar pouquinho mais, esse assunto começou a ficar mais evidente, o trader realmente, de fato, na Equilíbrio, a gente começou a realmente estudar, entender como que a gente conseguia mudar esse comportamento aqui dentro de casa. E a gente sabe que não é fácil, né? Muita gente fala tipo, puts, você tá dando o celular pro seu filho? Pra quem tá dando o celular pro seu filho? Pra quem, às vezes, não tem uma criança em casa que tá quebrando tudo, não sabe como é, Como que essa dinâmica familiar precisa ser mudada? E como que nós, pais, aí é negócio de não terceirizar o assunto. Eu sempre brinco daquele filme do Jim Carrey, o Sim, Senhor.
20:31
Erick Melo
Às vezes, a gente tem a questão de falar não pra criança, mas a questão, quando a gente pensa em atividade, falar sim pra criança. E quando a gente começou a discutir sobre, pô, vamos escrever livro sobre isso. Foi antes, realmente, de ter a lei. A gente propôs o livro, a gente reuniu muito dado do que acontece no dia a dia. E quando você vai se deparar com o nosso livro aqui, você vai se deparar com o quê? Com o compromisso dos pais e da escola, o crescimento do uso de telas e impacto na infância, efeito no desenvolvimento infantil e dinâmicas familiares que a gente acabou de falar, a influência da publicidade e da indústria de atenção. Isso é muito sério. E a estratégia para equilíbrio digital saudável em família.
21:16
Erick Melo
Então, quando a gente trouxe tudo isso, reuniu essa informação, a gente falou, pô, precisamos de duas especialistas aqui. Eu queria saber de vocês duas o que fez vocês aceitarem a participação nosso livro como especialistas e por que é importante a gente realmente trazer essas dicas e esses detalhes para quem, às vezes, é legal, para quem, às vezes, Tá na tela? Não tá vendo, né? Então, eu queria começar com você, Ju, falar pouquinho sobre todos esses dados, sobre esses pontos que eu coloquei, o que te falou, assim, eu vou participar com especialista aqui do nível da equilíbrio, que vai ser bem legal.
21:59
Dra. Juliana Orrico
Primeiro, acho que o tema, né? Eu como mãe, eu vejo a importância, pra mim sempre foi uma questão muito grande, sempre tentei, eu falo tentei porque a palavra é tentar mesmo. Colocar limite, às vezes conseguia, às vezes não conseguia com essa questão da tela, da rede, usei os aplicativos e Google e tudo pra conseguir fazer com que eles entendessem, porque a questão é eles entenderem o prejuízo, né? Então, quanto mãe, eu acho esse tema superimportante. Como psicóloga também, porque como a gente estava conversando aqui, eu tenho visto os impactos negativos. E assim, participar do livro e participar da Equilíbrio, pra mim, está sendo uma forma de estar fazendo realmente uma contribuição. Então, é gratificante. Me sinto honrada em estar com vocês. Então, isso eu acho que é muito importante. E essa questão que você trouxe da questão… Faz barulho agora.
22:53
Erick Melo
Essa é a urgência, a polícia… Achei.
22:57
Dra. Juliana Orrico
Que era alguma coisa complicada.
22:58
Erick Melo
Acontece, é ao vivo, é ao vivo.
23:00
Dra. Juliana Orrico
E essa questão que você falou das relações familiares, acaba que é grande impacto que a gente tem também, que eu estava falando, com o impacto do uso das telas, e tem sido também nas relações familiares, porque, a partir do momento que a gente tem ente querido, que eu não vou colocar só o adolescente, mas alguém que esteja nesse vício da tela, com certeza vai estar uma pessoa com desregulação do sono, então já aumenta a irritabilidade, uma desregulação emocional, uma comunicação que não é uma comunicação assertiva, ativa, então a não escuta e isso acaba gerando conflitos dentro da família. E tem impacto muito grande. Então, ponto principal que acho que você trouxe aí no início, eu acho que é a conversa.
23:46
Dra. Juliana Orrico
A gente trabalhar a conversa de maneira assertiva, trabalhar os axiomas da comunicação para fazer com que a família consiga, entre os membros, manter esses horários de diálogo, seja em uma refeição, seja em algum momento do dia.
24:00
Erick Melo
E a gente dá o exemplo, né, Ju? Acho que tem uma… Antes de abrir pra você, Pri, eu quero que você respondesse, mas a Ju falou negócio aqui, que eu comecei a pesquisar, porque eu mandei hoje pro Bruno. Eu tenho anel aqui, que ele mede o meu sono, ele mede… Tem anel da Samsung, tem anel, esse aqui é o Aura, que ele mede como tá o seu sono. Eu uso esse anel desde julho. E eu tenho aqui… Eu não sei se vai dar pra conseguir ver o gráfico. Aqui é julho. Isso aqui é minha qualidade de sono. Ela veio piorando. E aí, em outubro, ela mudou e começou a ir para cima. O que ela mudou em outubro, a minha qualidade de sono? Gente, isso eu achei impressionante porque eu falei ontem e fui pesquisar hoje no meu aplicativo.
24:40
Erick Melo
Em outubro, foi quando eu tirei todas as notificações do meu celular. Todas. Eu tinha colocado o limite de tempo nas redes sociais e eu tirei todas as notificações do meu celular. Então, a gente consegue ver sono que chegou para baixo de 75, que não era o ideal, e ele foi pra cima de 80, né? Então, é isso que você falou, é o exemplo, né? Acho que o livro vai servir muito pros pais e até pros professores terem oportunidade de ter exemplo dentro de casa, o que eu posso fazer com o meu filho, o que eu posso fazer comigo mesmo, né? Então, parte da gente, então, o Bruno sempre fala pra mim, né? Quando a gente, quando tá caindo avião, algum problema no avião, tem sempre lá máscara que cai, né? E aí primeiro quem põe a máscara não é criança, né?
25:30
Erick Melo
Você põe a máscara primeiro e depois você põe a máscara na criança. Então isso mostra, esse resultado aqui que eu tenho aqui hoje, mostra resultado porque eu coloquei a máscara primeiro em mim, porque o primeiro afetado realmente era eu, e eu precisava dar exemplo aqui dentro de casa. Então, acho que isso também foi dos motivos que inspirou a gente a fazer esse livro e convidar vocês. Então, acho que essa parte do sono, eu queria colocar esse exemplo, porque quando você falou do sono, surgiu isso, eu vim buscar, eu achei bem legal. Pri, você, o que te inspirou a estar aqui com a gente no livro, Pri?
26:07
Priscila Assis
Bom, primeiro, o processo psicoeducativo que acaba tendo, porque é uma função social. Livro tem função social, né? Você vai ter, vai ainda ter todo esse equilíbrio no digital, impresso, o processo de escrita, aprender com vocês, a troca, eu acredito muito na troca, ler o material de cada os dados estão impecáveis, tá, gente? Olha, assim, tá impecável, pesquisa sólida, né? E a forma como tá sendo tratada, Desde organização, assim, muito gostoso, muito legal. Mas pense comigo, criança, né? A criança é menor. Se a gente pensar uma questão básica, criança e adolescente, eles dependem dos seus pais. Quando você fala do exemplo de hora pra dormir, exemplo de não ficar olhando notificação, é perfeito. Porque as crianças observam, pai e mãe são casa, né? O pai, eu falo isso pra todos os pais.
27:01
Priscila Assis
Eu brinco, às vezes, para ser boazinha no dia de conversa, que vai ser pouco difícil colocar o pão. Eu toco assim. Agradeço.
27:14
Erick Melo
Deu uma travadinha, Pri.
27:22
Priscila Assis
Voltou?
27:23
Dra. Juliana Orrico
Voltou.
27:27
Priscila Assis
Então, assim, vou voltar aqui. Então, vamos dizer que a sua esposa, a Erick, é a rainha e você é o rei. E nesse castelo tem duas princesas, como você falou. E essas princesas precisam de bons exemplos, costumes. Aí eu chamo de costumes, hábitos e cultura. Se dentro dessa casa tem a cultura de hora pra dormir, hora pra acordar… Todos os membros da família sejam bem tratados, e que aí as meninas possam olhar esse exemplo, com certeza fica psicoeducativo.
28:01
Priscila Assis
Significa que elas estão aprendendo assim, observando, não precisa ficar tantas vezes falando pra elas, porque elas estão ali, se tiver por escrito, se vocês vão falar, se vai, na hora que não tem celular na mesa, vai perguntar como foi o dia na escola, então vai ter abertura pra diálogo, elas podem chorar, sentir, falar, dizer como é que foi, ficar brava, vocês vão poder observar mais, mas o exemplo é sensacional. Então, assim, poder falar de tema tão pertinente quanto esse, atual, né, que começou antes de sair essa lei, inclusive, que agora ficou mais pertinente que tudo. Mas poder entender que o simples, o trivial, sendo feito enquanto exemplo, aí a gente tá num caminho certo, né? A gente tá num caminho É caminho que é trabalho de formiguinha.
28:43
Priscila Assis
Aos pouquinhos, as suas meninas, os filhos da Ju, os meus sobrinhos que sabem que eles acabam tendo a tia Fri como exemplo também. Isso não é só pai e mãe. Se é castelo tem monte de gente na brincadeira. Se é uma casa, se é casa, tem que começar em casa. É muito bacana. Eu tenho minha mãe maravilhosa aqui. É tanta coisa que vem no ouvido da gente, até hoje, adulto, de coisa que aprendeu com a mãe e com o pai, que faz toda a diferença diante de situações difíceis. Então, assim, o pai e a mãe…
29:16
Erick Melo
Isso é uma coisa que se perdeu pouquinho. Antigamente, a gente ficava na rua com nossos pais, conversando com os vizinhos.
29:23
Priscila Assis
Tinha aquela questão… Sentado na calçada, né?
29:26
Erick Melo
De contar história, você aprender em casa, não se aprender no YouTube da vida. Acho que isso…
29:33
Priscila Assis
É, por exemplo, uma brincadeira. Não tem alguma brincadeira que você gosta, Eric? A gente conversando pouquinho antes aqui nos bastidores, eu achei sensacional você falar do filme do Senna e a sua filha assistir. Ela assistiu com você, ela teve hora de qualidade com você. Ela se emocionou, ela sentiu confortável, ela estava com o pai dela. Então, exemplo, as escolhas que a gente faz, os adultos fazem perto das crianças. Adolescentes sofrem, literalmente, essa é a palavra, né, Ju? Pode me corrigir se eu estiver errada. Uma desequilibração, processo de… As questões da identidade, tá em construção. O terceiro mundo tá sempre em construção, mas o adolescente tem uma desequilibração que é bem piagetiano mesmo. Que é aquele processo de assimilação e acomodação das informações externas, né? Pra aprender a internalizar o que é meu, o que é do outro. Então, é difícil. E eles vão responder.
30:23
Priscila Assis
Aí é difícil pros pais, né? Porque eles vão dar aquelas respostas que não vão ser agradáveis. Então, se você não tem o exemplo e não faz aqueles combinados e não segue o combinado, eles vão questionar, porque eles estão aprendendo como ser pensante, né? Então, o exemplo é super válido. Então, trabalhar com família faz sentido pra mim. Por isso que eu tô dentro desse projeto, que tá lindo. Esse olhar refinado, amoroso, respeitoso, sem ser muito cachias, mas equilibrado, como equilíbrio mesmo a própria startup tem, né, do Instagram aqui. É muito claro isso. Aqui todo mundo pratica esporte, gosta de esporte. Não é uma coisa… Faz parte da vida da gente. Então, as crianças estão vendo, os adolescentes estão vendo. Estão vendo que a gente tá… Nós estamos prezando enquanto pessoas e profissionais a vida, né? A tela não pode ser mais importante.
31:11
Priscila Assis
A tela faz parte do contexto do século XXI, né? Eu lembro quando eu, Priscila, 42 anos, fui fazer curso de internet. As coisas não eram fáceis, e eu fui fazer curso de internet. Hoje é tudo muito fácil. Meu sobrinho vai fazer dois anos. Ele coloca a mão em qualquer aparelho de televisão, qualquer que tenha touch, e sabe mudar, e pede o desenho. Aí a tia entra em ação, né? Vai ter aquele controle. Por quê? Porque ele precisa de coisas que são pré-editoras, né, Ju? Criança tem questões preditoras, tem coisas que tem que vir antes da tela. Por uma questão desenvolvimento infantil. Adolescente tem questões emocionais seríssimas. Também é antes da tela. Então, se tem exemplo, tem que entender pai e mãe como autoridade. Como que a gente coloca autoridade sem autoritarismo? Com exemplo? Isso tem fundamentação teórica sobre isso.
32:03
Priscila Assis
Isso é o que a gente aprendeu com os nossos pais na nossa faixa etária aqui. Pra mim faz sentido. Eu posso ficar brava em o que for, mas eu lembro da vozinha da minha mãe. Eu lembro, a gente lembra de questões que…
32:14
Erick Melo
Eu fiz vídeo hoje sobre isso. Eu fiz vídeo, hoje não, ontem, que a gente vai postar nas redes sociais, que estava chovendo, eu estava fazendo vídeo na chuva, que é negócio de somente sair de chuva, moleque, né? É realmente… Hoje é sai da tela, né? Ao invés de sair da chuva, é sair da tela e vai para a chuva, né? Acho que tem que voltar a ir para a chuva.
32:35
Priscila Assis
Não, e na verdade, às vezes as pessoas acham assim, a gente, nosso caso, no meio da chuva, a gente trabalha no cognitivo comportamental, por exemplo. Eu trabalho com psicopedagógico e neuropsipedagógico. Então, quando a gente vai trabalhar reforçadores, quadro de autismo, eu faço o naturalístico, né? Mas tem reforçadores. E o celular, pra ficar positivo, ele não pode ser o reforçador. Com esse livro, com nossa discussão aqui, ou com qualquer processo de tentar, como a própria Ju falou, entender como é que é a sua criança, como é que é a sua adolescente, seu filho, O ideal é tomar cuidado para não substituir outras coisas. A rotina da casa, a hora de qualidade, na hora da refeição. Se você não coloca limite… Não dá. Se você fica substituindo, você condiciona. Eu vejo muito isso pelos shoppings afora aí, na rua.
33:28
Priscila Assis
Entrega o celular pra criança ficar quietinha pra comer. Quando, na verdade, a criança precisa ver você utilizando… Por que a gente faz monte de bagunça na clínica, né, Ju? Porque a gente tá utilizando materiais, desde recicláveis, monte de coisa, pras crianças aprenderem a importância do próprio corpo, pra se movimentar, pra entender o ambiente externo. Aí você dá o celular, Então, o brinquedinho não tem mais graça, a mamãe e o papai ali não tem. Tá vendo a mãe e o pai usar, não vai aprender, vai tá com a cabeça baixa, não vai tá com uma postura boa. O adolescente, como é que o adolescente vai socializar com o pai e com a mãe? Se você não pede pra ele guardar o celular, se você não diz pra ele na mesa, não quero, por favor.
34:09
Erick Melo
E eu acho que você falou uma coisa legal aqui, que é essa questão dos desafios reais que os pais estão enfrentando. Quando a gente fez o trabalho de divulgação do livro, a gente colocou ali na inscrição, no cupom pra ver a live, pra receber o desconto do livro, os comentários, uma área de comentário onde o pai podia compartilhar o que estava acontecendo e falar o que estava acontecendo com ele. E eu tô com alguns aqui, alguns comentários de alguns pais que colocaram lá, e eu queria discutir com vocês. Eu vou ler alguns, até pra gente ver como que são esses desafios. Então, o primeiro deles, aqui na minha colinha, ó. Preocupação com o uso de telas por sobrinhos e netos. Acho muito. Ociosidade e falta de atividades durante a semana. Leva as telas? Vou fazer como se fosse bate-papo aqui.
34:59
Erick Melo
Ju, ociosidade e falta de atividades durante a semana. Leva as telas?
35:04
Dra. Juliana Orrico
Acho que sim. Sabe por quê? Isso eu achei uma coisa legal, enquanto a Pri tava falando e você falou, eu tava com isso pra falar. Mas tô com medo até de entrar nas próximas perguntas, né? Vou tentar até resumir. Não adianta a gente chegar pra uma adolescente, chegar pra uma criança e dizer não. Tipo, não vai fazer. Tá? Por quê? Porque eles estão dependentes e viciados daquilo. Aí eles vão pra sentimento que é o sentimento do tédio. Mas são crianças e adolescentes, tem que ter criatividade. Tem muito pai que fala, usa a criatividade, mas não dá uma sugestão, não convida eles para fazer algo. Então, eu acho que assim, se a gente quer ajudar eles, a gente também tem que sugestionar, a gente também tem que chegar com alternativas.
35:49
Erick Melo
Pergunta do papai. Posso?
35:52
Dra. Juliana Orrico
Pode.
35:54
Erick Melo
A gente falou da criatividade. Antigamente, a gente tinha, às vezes, uma bola ou uma bicicleta. Eu lembro que eu brincava de viagem, pegava minha bicicleta, ficava numa rua sem saída, achava que eu ia até Portugal e voltava. Mas por que a gente tinha isso? As crianças desaprenderam a brincar e a gente não ensinou elas a brincar? Será que é isso?
36:17
Dra. Juliana Orrico
Pode ser, ou ensinou, só que para eles é mais convidativo a rede social, porque também a gente tem que lembrar que é a cultura deles hoje, é onde eles se paqueram, onde eles conversam, onde eles vivem, então aquilo é mais atrativo. Mesmo que eles aprendam o outro, aquilo é mais atrativo. Mas a pergunta da ociosidade, claro que a gente tem que estimular o osso, óbvio. Mas eu acredito muito, e é uma visão muito minha mesmo, que você dá atividades, esporte, que eu sou apaixonada, eu acho que se você coloca o filho no esporte, seja ele qual for o movimento, ele vai estar em grupo, ele não vai estar com a tela, ele vai ter noções de limite, de disciplina, ele vai estar liberando ali, quimicamente, tanto para o cérebro quanto para o corpo, tudo que ele precisa.
37:01
Dra. Juliana Orrico
Então, eu sou muito a favor de, no tempo, fora da escola, ter algum momento desse que possa fazer alguma prática dentro das condições da família, mas que não fique em casa, sem nada para fazer, num quarto escuro, com a cortina apagada e o computador ligado, ou o celular.
37:20
Erick Melo
E aí, nesse ponto, eu quero trazer para mim, que é outro comentário que colocaram aqui. Que a pessoa estabelece bem o equilíbrio dentro de casa. O que incomodava era o uso na escola por algumas crianças, o que gerava pedidos e discussões lá de quando ela daria o celular. Pô, o meu amiguinho tem celular. O meu amiguinho tem iPad. Por que eu não posso ter? Agora que proibiu tudo. Então, Pri, queria que você falasse pouquinho disso. Às vezes, eu consigo fazer equilíbrio em casa, mas no vizinho não é, e acho que é o que a Ju falou. A questão da ocienzidade e a questão de você precisar também usar a tecnologia. Eu acho que não ser tão radical. Me fala pouquinho sobre isso.
38:06
Priscila Assis
A Ju colocou bem, as crianças, os adolescentes, a gente tá falando, eles estão no século, é o século deles, é o momento deles, faz parte a tecnologia. Por isso que projeto pre-pedagógico, que nada mais é do que projeto anual, semestral, A organização das matérias que os professores fazem, inclui telas digitais, inclui, por exemplo, eles usarem quiz, que usa no celular, tentando responder as perguntas na tela digital. Então, tem monte de coisa legal. Só que isso, a gente pode controlar com o tempo, que também é com o tempo. Já vai estar escrito na proposta. Aí, em casa, por exemplo, os pais têm a resolução, têm como organização, cultura, atos, costumes de não utilizar. O que é importante? É a tal da harmonia, que parece uma palavra muito clichê, mas, assim, é difícil de estabelecer. Isso tem que ter uma disposição de ambas as partes.
38:59
Priscila Assis
Então, assim, você conhece a escola, você escolheu a escola porque é importante culturalmente para você. O seu filho é importante pra você, ele tá se desenvolvendo e faz parte da cultura tecnologia. Tem que ter uma conversa, tem que ter alinhamento. Se tá exacerbado ou em casa ou na escola, vai ter que ter uma harmonia, vai ter que ter equilíbrio aí de utilizar esse recurso. Ele tem que ser utilizado como complemento, como recurso, como informação. Então, por isso, até que vem essas questões das proibições, né? Aí o coleguinha. Tem que fortalecer, né, Ju? Vai ter que fortalecer essa criança, esses laços em casa, pra que se costume esse hábito, né? Essa cultura familiar, essa dinâmica familiar em casa esteja tão fortalecida, que essa criança se sinta pouco melhor, mas não tão sensibilizada com algo externo, né? Agora, vale uma conversa?
39:50
Priscila Assis
Vale, por exemplo, eu vou muito nas escolas por isso, pra só dar uma palestra, às vezes, uma roda de uma hora de 90 minutos, pra gente falar só de tecnologia. A gente vai falar só de bullying, a gente vai falar só de temas que estão pegando ali. Faz uma pesquisa ali com aquela comunidade escolar e vê como é que tá. Tá pegando? É coisa pra se ouvir, é coisa pra levar pra coordenação, direção. Pra discutir, pra entrar em harmonia. Vamos encontrar ponto de equilíbrio, por exemplo? Então tá, gente, eu tô segurando aqui porque tem 10, 11 anos, 12 anos eu libero. Antes eu não libero, essa é uma questão lá da minha casa. Tem como vocês ajudarem com essa questão na escola? Vamos conscientizar, porque criança, a escola é a sociedade da criança.
40:31
Priscila Assis
Então assim, se você trata na escola com esse cuidado e aí a criança escuta em casa e também escuta na escola e fala geral, todo mundo sai ganhando. Não é uma regra, não é uma coisa que a gente vai conseguir fazer sem ter esse processo de conscientização. Tem que ter o processo de conscientização. Aí vai ter mais equilíbrio. Não é uma garantia, né?
40:53
Erick Melo
Exato. E aí eu tenho ponto aqui, dois pontos, na verdade, que dos comentários que a gente tem aqui nosso chat e também que foram feitos lá no comentário do livro, É, maior dificuldade é estabelecer as regras. A gente falou de conversar, mas às vezes, como que é essa dificuldade de estabelecer as regras? E aqui eu tenho a Renata Guimarães, que mandou uma mensagem aqui pra gente, ó. Por conta de telas e jogos, meu filho mais velho se recusa a descer e brincar no condomínio. Se corta a tela, fica no quarto, jogado na cama, entediado e resmungando. Ju, como é que eu estabeleço as regras, Ju? Sendo que… Já está a tela associada no cotidiano dessa criança ou desse adolescente?
41:40
Dra. Juliana Orrico
É desafio, né? Mas vamos lá. Vou por partes aí. O que eu faria nesse caso e na primeira pergunta? Primeiro, se o adolescente, às vezes, já está de uma forma que está difícil essa comunicação, ele entender e talvez precise de profissional, uma ajuda profissional. Já que ela percebe que não fica legal, fica em cima da cama, jogado, eu já iria pra uma ajuda profissional, tá?
42:04
Priscila Assis
Uma intervençãozinha aí, né, Ju?
42:05
Dra. Juliana Orrico
Uma intervençãozinha, é. Porque pra não levar… E desculpa até.
42:10
Erick Melo
Te cortar, lembrando que aqui no site do Equilíbrio a gente tem teste dependência de tecnologia. Então você, papai e mamãe, que quiser fazer teste com o seu filho, e tem pra você também, tá, papai e mãe? Se você quiser ver se você tá viciado ou não, acessa lá o site do Equilíbrio, que tem teste pra pais e filhos, onde você consegue ver em que nível que tá o seu pai, e se realmente, como a Ju acabou de falar, você precisa de ajuda, né, Ju?
42:33
Dra. Juliana Orrico
É, porque às vezes, mesmo que não tenha dependência, tá? Porque às vezes pode não ter dependência. Mas a doença, bora colocar assim, a patologia tá mascarada pelo uso excessivo da tela. Então, se tá adolescente deprimido, adolescente com alguma outra coisa, ele vai tá ali naquele uso excessivo, que ele nem tá dependente, mas ele tá se escondendo ali. E aí, quando você tira aquele subterfúgio dele, aquela válvula de escape dele, você consegue reconhecer o que tem ali pra tratar. Então, tem essas duas vertentes que a gente tem que estar atento. Tem muitos pais que me perguntam assim, mas, Ju, quando é que eu devo levar? Primeira coisa é você estar atento ao filho que tá em casa.
43:11
Dra. Juliana Orrico
Então, se você percebe que tem uma mudança de comportamento, de vestimento, de alimentação, de sono, de uma estabilidade emocional muito grande, já são pontos que eu já faria uma intervenção. Outra coisa, coloque a regra. É difícil, porque não adianta a gente falar assim, ser pai e mãe é maravilhoso. Eu amo ser mãe, não é à toa que tem uma gincana aqui em casa, tem monte de gente. Mas dá trabalho. Porque é muito fácil a gente ser mãe e dizer, não quero conflito. Aí deixa. Não, senão vai ter uma confusão, não dá. Tem dia que realmente, tem dia que a gente não tá legal. E aí, a gente tem que reconhecer também o nosso limite. Pra ver quando que a gente vai poder colocar pra eles de maneira assertiva. Mas nem sempre a gente vai ser assertivo, porque a gente é humano.
43:58
Dra. Juliana Orrico
A gente também tem estresse. Então vai ter dia que uma mãe vai gritar, uma mãe vai perder a cabeça vai arrancar o fio, várias histórias assim escuras. Porque é difícil colocar limite, porque aquele filho não está te escutando. E não porque ele está sendo rebelde, mas porque ou ele já está dependente, ou ele está com dificuldade, ele não vai te escutar. Então, assim, no livro até eu coloquei algumas dicas e tal, mas óbvio que acho mais bacana com intervenção, mas que são coisas que dá para fazer em casa. A primeira é melhorar a comunicação. Então, essa mãe, que colocou aí no comentário, é trazer esse filho pra perto pra melhorar a comunicação, a como. O que esse filho gosta de fazer, além do jogo?
44:45
Dra. Juliana Orrico
E fazer com ele, porque às vezes o pai quer te chamar pra convite que ele quer, e que não é da criança. Assistiu alguma coisa, você falou do filme, achei super legal, mas às vezes a criança não gosta de filme, e aí você tá chamando pra assistir filme. Então assim, quer fazer o quê? Até no dia que for jogar mesmo, dia sentar pra jogar junto ou perguntar do jogo. Mas você entrar no universo dele, pra você começar a construir caminho de comunicação. E aí você ter uma comunicação ativa. E aí fora isso, outras práticas de esporte, de meditação curtinha, fazer junto, ir trazendo pra eles outras opções, eu acho que ela vai conseguir colocar essa regra. Não adianta ela dizer, desce pra brincar, ou então assim, o sol lá fora, e você tá aqui dentro.
45:29
Dra. Juliana Orrico
Eu já falei isso várias vezes, que eu amo o sol. Avalo o sol lá fora. Inclusive, não adiantava nada. Hoje que eles cresceram mais, eles já curtem também. Mas a gente perceber a realidade deles, e dentro da realidade deles, trazer essa comunicação.
45:46
Erick Melo
Bacana. E aí, quando a gente fala da questão da escola, acho que isso é uma… Como a gente colocou, como a Pri colocou, escola é a sociedade das crianças, ali é o meio que elas estão vivendo, onde elas vivem, passam mais tempo, às vezes, lá do que em casa. Tem ponto, acho que é muito interessante, que é justamente o quê? Quando a gente quer mudar uma sociedade, realmente a gente precisa de lei para fazer isso. Lembra do cinto de segurança? Nosso, no caso, vou fazer 43 agora, dia 19 de fevereiro. Vou fazer 43 anos, eu era da época que não tinha cinto. Precisou ter uma lei para usar cinto. O que meu pai e meu avô faziam? Tem que botar cinto, o negócio se aperta, né? E hoje todo mundo, é natural, se entrar no carro, já colocar o cinto.
46:32
Erick Melo
Mesma coisa com cigarro em avião, mesma coisa com cigarro no restaurante. Então, Pri, queria saber de você. Sem a lei, trabalho que você faz dentro de casa, você acha que resolveria alguma coisa nas escolas? Eu, mesmo tendo trabalho muito bem feito, que eu consegui fazer dentro de casa, se não existisse a lei, os professores conseguiriam ajudar nessa questão? Não terceirizar, tá? Como que seria esse convívio na escola com o celular?
47:02
Priscila Assis
Bom, é importante lembrar que, como a gente colocou até no começo, todo o trabalho que é feito de mulher independente, cada no seu espaço, cada no seu lugar, quando eu conheço meu lugar de família, lugar de família responsáveis da criança ou do adolescente, lugar de escola. Se a gente tentar, se dentro da casa tem como hábitos, como costumes, se isso faz parte do cotidiano, pode ter bom resultado sim. Agora, vai ser surpreendente se tem a lei, por exemplo, dá pra entrar num acordo, eu já sei de escolas, por exemplo, que já começaram a entrar num acordo, já começaram a melhorar, porque fizeram essa ponte. Sabe, essa ponte de que, em harmonia, começar a estabelecer, não, peraí, vamos fazer giro aqui, que vai ter uma palestra.
47:48
Priscila Assis
Pra gente acostumar com o cinto, não tem que falar, estornuler, e aí todo mundo coloca, a gente não coloca condicionado? Então, a escola vai ter que se comportar diferente, da entrada até a hora da saída. A rotina, só para acrescentar também da Ju, rotina. Dentro da rotina, se você colocar o que é em casa pode, o que pode na escola e também colocar o que não pode, porque uma comunicação muito assertiva, a tendência é dar super certo. Tem que explicar, eles vão questionar muito. Criança e adolescente hoje, inclusive de uma maneira positiva, né? Positiva. Eles sabem questionar pouquinho mais, né? Eles questionam mais, eles perguntam mais. Porque tem bastante informação. Quando tá numa escola que preza essa relação assertiva, essa comunicação legal com a família, dá pra fazer trabalho. Tem que fazer o trabalho, na verdade.
48:40
Priscila Assis
Treinamento para os próprios professores, porque a gente tem que trabalhar também com a equipe, que é a comunidade escolar. A comunidade escolar inclui família, professores, pessoal da porta, pessoal da van escolar, todo mundo. Não adianta ficar todo mundo… Está dirigindo usando o celular. Se eu ver, eu dou bronca. Se é sobrinho meu, eu quero morrer. Com o celular no volante. Então, sabe? Então tem monte de coisas que não adianta ficar blá, blá, blá. Eu não vou lembrar quem é o dono dessa frase, mas assim, exemplo arrasta. Sabe o exemplo arrasta? Se você não quer ter problema, se você quer acertar, crie uma rotina que seja libertadora pra você. Uma amiga minha ficou fascinada com o livro que entrou a Guimarães. E assim, tem que ter uma rotina que faça sentido pra você. Pra você. Mas é legal pensar como a Ju falou.
49:31
Priscila Assis
A rotina não pode ser pra todo mundo. Porque não existe isso. Cês tão criando pessoas, né? Todo mundo tá criando pessoas. Cidadão, menino, menina. Enfim, os filhos de vocês vão se tornar dia adulto. E fica muito da infância e da adolescência. Mas fica muito. Então, o esforço é válido. Eu juro, gente, que o esforço é válido. Vocês vão gastar mais tempo educando, mas o resultado é tão positivo em casa. É aquela coisa. Tem que ter uma rotina libertadora, com controle mínimo. Quebre a regra sábado, no domingo. Quebre a regra na segunda, se pode. E tá tudo bem, né? Acho que esse é o ponto.
50:08
Erick Melo
Tá tudo bem.
50:12
Priscila Assis
Está tudo bem. A Ju sabe bem, a gente fala de planejamento e flexibilidade mental. O que é isso que a gente trabalha? A gente tem hora para atender, a gente tem momentos, só que se a gente recebe uma dor, alguma coisa que chegou naquele momento, a gente para tudo da programação e vai escutar ativamente, tecnicamente, com uma atenção flutuante. Eu sou pouco da psicanálise humanista também. Mas, enfim, com uma atenção toda ali, completamente concentrada. Naquela criança, naquele adolescente, naquela pessoa. E isso é que vai ter uma conectividade. É isso que vai formar o recurso legal da tecnologia, mas não mais importante do que a troca humana, entendeu?
50:54
Erick Melo
Perfeito.
50:54
Priscila Assis
Então é possível, é possível. Mas tem que ter trabalho. Não é mole, não. O livro tem bastante coisa, só pra avisar.
51:02
Erick Melo
Tem muita dica no livro, gente. Muita dica. E uma das coisas que muita gente falou aqui também, Reduzir tempo de uso e restrição de vídeos A minha maior dificuldade está em controlar os conteúdos O tempo eu acho mais fácil Então, a outra aqui, não temos tanta dificuldade Porém, como nós usamos muito o celular As crianças também querem, que é o exemplo que a gente falou. Então, eu acho que essa questão do conteúdo, essa aqui, eu queria dar essa dica, a questão de controlar conteúdo e controlar tempo, tanto o Android, se você tem o Android ou se você tem iPhone, você tem no próprio aplicativo, já, conseguir controlar o tempo, conseguir saber o que ele está acessando e conseguir colocar faixas familiares. Por exemplo, no iPhone, eu consigo colocar toda a minha família que está integrada a mim, né?
51:51
Erick Melo
E consigo estabelecer qual é a idade da criança. Isso no caso de eu ter outras pessoas que têm telefone e conseguem fazer esse controle. Então, você consegue ter esse controle de que conteúdo. Então, se tem aplicativo que é restrito para a idade dela, esse aplicativo simplesmente não vai abrir. Então, você está conseguindo controlar o conteúdo. Então, no livro, a gente tem algumas dicas sobre isso, mas também tem uma série de aplicativos que ajudam isso. E aí, onde eu queria chegar também, é no negócio de não demonizar a tecnologia. Como a Priscila falou, como a Ju falou, ninguém está demonizando. Quer ficar pouquinho na frente da tela? Fica. Não tem problema nenhum. O importante é ter a consciência do tempo. Como a Rey falou, puts, meu filho não vai lá jogar bola, não quer ir jogar bola, não quer descer no condomínio.
52:43
Erick Melo
Então, poxa, como é que eu consigo fazer esse trabalho, onde eu consigo, às vezes, usar o celular realmente para isso? A gente falou de tela, de ver o filme? Eu estava numa tela vendo filme. Mas é uma coisa… Construtiva, né? Eu tenho muito exemplo, a minha filha, ela tá num currículo internacional agora, ela precisa de alguns aplicativos. Outro dia, eu vi ela na tela, falei, pô, Sofia, Tá na tela de novo?” Ela, não, papai. Tô passando aqui a fase do Duolingo, porque eu tô treinando o alemão. Eu falei assim, você pode ficar à vontade no Duolingo, então. Então, a gente tem coisas, a gente tem aplicativos que ajudam a gente. Tem aplicativo que ensina como você ter tarefas e experiências com as crianças. A gente fala disso no livro também.
53:31
Erick Melo
Então, como a gente tá falando do livro, e a pergunta não quer acalar aqui, O que o livro pode ajudar essas famílias? Ju, o que o livro pode ajudar essas famílias, além dessas diquinhas que eu dei aqui?
53:43
Dra. Juliana Orrico
Eu acho que, além dessas reflexões que a gente está tendo, é justamente isso, né? Quais estratégias que vão estar aí para ajudar os filhos no manejo, no equilíbrio do uso da tela. Como ajudar quem já está na dependência a se tratar, a cuidar dessa dependência. Porque eu acho que, assim, refletir, discutir, eu acho excelente. Mas uma coisa que eu escuto muito é, e aí, agora o que eu faço, né? Então, e eu acho que o livro tem isso de bacana, que a gente conseguiu trazer isso, né? Quais estratégias utilizar para ajudar. Acho que esse é o ponto principal aí, que eu levantaria no livro. Fora tudo isso que a gente discutiu aqui hoje, que já está dentro do livro, né? Mas eu acho que é qual o manejo e o que fazer, quais técnicas utilizar. Pri?
54:31
Priscila Assis
É, o que a gente colocou, que tá lá no livro também, o pessoal vai poder conferir, são algumas sugestões e ações, né? Então, lá tem perguntas e tem algumas sugestões, né? Pra poder refletir. Então, dá pra refletir a partir disso, uma vez que é trabalho, né? Que tem pesquisa, uma pesquisa sólida, A nossa contribuição fez muito sentido pra nós e eu acredito que vai fazer sentido pra muita família, pra muitas famílias. E, assim, é uma coisa que agrega, né? O que a gente trabalhou foi pra agregar, pra somar. Então, são sugestões de dicas simples que você pode fazer no que está na sua casa, que você pode criar. Nossa, tem tanto artista dentro de casa que eu sei que pode fazer uma rotina por escrito, que pode trabalhar a comunicação, fazer ..
55:15
Priscila Assis
Por escrito, cada vai colocar a sua opinião sobre por que não usar a tela. Tem que discutir, gente, com eles. Tem que conversar. Tenta levar isso para diálogo, né? E, a partir disso, certeza que vai dar certo. As contribuições do livro levam os pais à reflexão. Eu acredito que acrescenta sociedade, acrescenta para a escola, acrescenta para a família. Para a gente que é gostoso, imagina para as pessoas.
55:39
Erick Melo
Exato, tá leve, tá fácil de ler. E outra coisa que eu achei bacana, que você acabou de falar, pessoal, no final de cada capítulo, né? A gente tem aqui o capítulo 4, o efeito na dinâmica familiar. No final do capítulo, eu tenho perguntas ao quê? Perguntas pra reflexão, né? Então, aqui, como o uso da tecnologia está impactando a qualidade das conversas familiares? Qual é a nossa reação quando tentamos desligar os celulares por tempo? De que forma os dispositivos têm influenciado a tensão de darmos uns aos outros.
56:11
Erick Melo
Então, tem perguntas aqui, depois que você lê o capítulo, em cada deles, desenvolvimento das crianças, o crescimento do uso da tela, a gente traz realmente essa reflexão, que é justamente o momento onde a gente para, acabou de ler aquele capítulo e fala, meu, é verdade, deixa eu me perguntar para mim o que eu estou fazendo e o que está acontecendo em casa. Então, acho que… Isso foi uma das coisas, essas perguntas de reflexão, e essa questão da gente conseguir, através dessas perguntas, ter essa ação das famílias, onde a gente vai conseguir tomar uma ação, não só a família, mas como a escola, como tudo, é fundamental. Gostei muito disso que você colocou. E eu queria saber, aqui também, se, meu, pessoal que tá vendo a gente, fiquem à vontade pra mandar perguntas aqui pra Priscila, pra Ju, tá? O comentário tá aberto.
57:03
Erick Melo
A Renata falou mais uma coisinha aqui, ó. A escola do meu filho proibiu qualquer uso de celular na escola. E vi na reunião pais bravos com a regra. Desacreditei quando vi pais declamando.” Ela colocou isso em ponto legal. Eu também fui numa reunião. Eu fui em duas, né? Tem duas meninas. E o colégio já falou lá, uso proibido de celulares. Aí a mamãe levantou a mão e falou assim, tá bom. A minha filha não pode nem levar e deixar desligado? Todo mundo ficou… Interrogação. Por quê? A filha dela vem de bicicleta pra escola e a forma dela saber que a filha dela tá bem porque ela consegue acompanhar onde a filha dela tá. Tem outras formas de você colocar alguma coisa no seu filho pra ver onde tá o trajeto dele? Tem, O celular, nesse caso, pode ser muito bom.
57:58
Erick Melo
Então, tem algumas perguntas ainda, pela Lei Senova, eu acho que vão surgir. E essa questão dos pais bravos, realmente, é que acho que… A ficha não caiu ainda, né, Pri? Nesses pais?
58:14
Priscila Assis
Que acolham os pais. A Ju vai poder me ajudar bastante com isso. Não cabe para nós, profissionais, condenação ou julgamento. De nada. Não é esse o nosso papel enquanto profissional. A gente acolhe, a gente escuta, paz, a gente escuta os colegas, a gente escuta, a gente tenta entender. Essa lei não foi feita por acaso. Ela vai levantar muitas hipóteses ainda. Mas ela não foi por acaso, é uma preocupação, a gente tá falando de vício de tela, a gente tá falando de problemas dependência, de áreas do cérebro, parte orgânica afetada. Então, a primeira coisa que a gente tem que pensar é no bem-estar dos filhos, das crianças, dos adolescentes e nosso, porque vai ter uma mudança de comportamento muito grande na relação interna às escolas e com os pais.
59:01
Priscila Assis
É que toda mudança, se você tem uma via que tá indo pra uma mão, você muda pra outra, todo mundo vai reclamar. A mudança não é uma coisa tão confortável. Quase nada, né? E ainda entrar dentro desse conteúdo vai exigir treinamento, vai ter que acolher esses professores, a equipe gestora precisa ter olhar refinado pros professores. Nós, profissionais, quando tiver acolhendo na clínica, a gente também tem que ter uma escuta bem legal com esses pais, propor sugestões de uma organização que seja libertador, não uma coisa travada, sabe? Não dá pra gente viver mais sem. Faz parte da nossa cultura a tecnologia. E é positivo desde que seja usada como a gente também não pode ficar sem dormir, como o Eric comentou. A gente não pode ficar sem comer. A gente já tem algumas organizações na rotina da gente que fazem as coisas funcionarem legal.
59:49
Priscila Assis
Tem uma quantidade pra trabalhar, os pais que trabalham home. Então, assim, vai ter que ter. Por isso que reflexões que tem no livro, pergunta, abrir para as crianças. Tente entender na linguagem de criança. Não converse com criança como se estivesse falando com colega adulto. Não converse, por exemplo, não ataque os professores. Eu sou professora, gente. A gente gosta muito do que a gente faz. A gente está aqui para somar, agregar. A gente está discutindo livro. Que gera mudanças, que tem função social. A gente tá falando de algo que é dolorido, é uma dor. Então, é muito importante que a gente tenha, escuta, que a gente acolha nós, profissionais, esse pai e essa mãe, pra entender por que ele tá incomodado.
01:00:27
Priscila Assis
Ele tá com medo, a mãe tá com medo de não poder olhar lá no GPS, olhar lá no aplicativo se a filha dela caiu, se ela chegou no destino final que é a escola, se ela voltou. Cada tem uma dinâmica. Então, tem que ter pouco de… De empatia, de paciência, vai ter que lidar com isso. Os adultos têm que lidar, não tem muito o que fazer. As crianças, a gente vai ter que cuidar deles.
01:00:49
Erick Melo
A Carolina Pamplona colocou aqui também, especialmente sobre isso, né? Vi muitos pais reclamando pela questão da segurança. Eu mesma, se meu filho fosse grande, ficaria pensativa como resolver. Então é o que você falou, né? Como que a gente resolve isso. E aí, ponto que eu queria trazer pra Ju, aqui, é o seguinte. E a gente tá falando, quando a gente fala do número, do crescimento de telas, a gente não tá falando só, basicamente, da escola particular, a gente tá falando no geral. Alguns números importantes aqui. A gente tem mais de 181 milhões de usuários, totais usuários de internet no Brasil. O tempo gasto na internet. Gente, esse número é absurdo. O Bruno sempre fala, eu fico louco. Tempo diário gasto na internet, somando todos os dispositivos, 9 horas e 32 minutos.
01:01:46
Erick Melo
Se a gente tem 24 horas, eu tenho 8 horas para trabalhar ou estudar, tenho 8 horas para dormir e tenho 8 horas para me divertir, alguém não está tomando banho, como o Bruno fala. Então, a gente viu que, gente, o tempo de internet, o tempo de celular, telefones móveis, 5 horas e 28 minutos. Tempo diário de tablets, quatro horas, o tempo é muito grande. E, Ju, nesse ponto, a gente falou aqui como que uma escola estadual, na prefeitura, ou o próprio governo, além de colocar regra como lei, Como que esse professor que tá ali pode ajudar essas crianças ali? Porque a gente sabe que esse problema não é só questão do YouTube. Tem jogo de triguinho, tem monte de coisa aí que a gente sabe que tá acontecendo, bets, né? Então eu queria que você falasse pouquinho sobre isso também.
01:02:43
Dra. Juliana Orrico
Acho que os professores, eles precisam de treinamento, né? É como a Pri estava falando aí, primeiro acolhimento, tanto pais quanto professores precisam. Eu entendo os pais revoltados, porque eu como mãe, eu de início me assustei também, porque eu fiquei preocupada com as crianças, porque eu coloco neles o life. Para saber onde é que eles estão. E eu falei, e aí, não vai poder nem levar e deixar desligado e tal, mas eu entendo a importância, mais do que nunca, estudando até para estar aqui falando, sei da preocupação com o uso das telas. Mas eu acho que é uma coisa que a gente vai se adequar com o tempo, vai entender como é que vai ser essa dança aí. E dentro desse contexto, a gente ter paciência para se adaptar a isso e ajudar esses professores.
01:03:29
Dra. Juliana Orrico
Porque se não for trabalho conjunto de escola e família, realmente fica muito difícil. Se for uma condenação de lado ou condenação do outro, não vai funcionar. Os professores, se você conversar com alguns professores, eu vi muitos anos passados, você vê vários relatos se estressando, saindo da sala, não aguentando mais, porque sem existir escuta. Adolescente ou dormindo, porque perdeu a noite toda acordado, provavelmente no uso de tela, ou dentro da sala mexendo e fingindo que está prestando atenção e não está prestando atenção. Alguns até param de reclamar. Então, a gente passou do limite com isso daí. Eu acho que chegou a hora realmente de rever e ver de que forma que vai funcionar, de que forma que a gente pode ajudar pais, professores e fazer realmente treinamento nas escolas.
01:04:16
Erick Melo
Perfeito. Gente, a gente tá chegando no final da nossa live, né? Quero agradecer a presença de vocês, mas antes da gente chegar a desfechinho aqui, que eu vou deixar vocês falarem mais pouquinho, eu quero trazer algumas perguntas da audiência, também algumas perguntas que foram feitas previamente aqui sobre o livro, sobre o trabalho que a gente fez aqui. Então, a primeira delas, o livro em formato digital ou impresso? Gente, vai ser os dois. Eu estou com o impresso aqui na minha mão, mas ele vai ser lançado impresso ainda, vai ter uma data de lançamento provavelmente depois do carnaval, porque a gente vai ter mais exemplares aí para dar disposição, então você vai sim poder comprar seu livro nas principais livrarias e nos sites especializados. Digital, também tem o digital.
01:05:10
Erick Melo
O digital, a gente colocou aqui no chat, você consegue, tem o QR Code aí também, você consegue comprar na Amazon. A gente está com preço especial na Amazon agora, a gente vai também estar na Editora Europa, que é a editora que publicou o nosso livro, vou agradecer eles daqui a pouquinho, a gente também vai ter o livro lançado lá, mas o foco nesse primeiro lançamento é na Amazon. Então, gente, pegue o link da Amazon, manda pro amigo, manda no grupo da escola, porque realmente é assunto que vai ajudar muita gente. Então a gente tem o digital, se você quiser ver no Kindle, quiser ver em algum outro hardware, você vai poder ver digital, ou realmente você, como eu, gosta de livro impresso, onde você consegue rabiscar, você também vai ter essa possibilidade e tá lindo.
01:05:58
Erick Melo
Por falar sobre lindeza de livro, eu quero agradecer a Editora Europa. Editora Europa que deu todo o suporte para a gente, ajudou a gente com muito carinho, fez com muito amor. Luiz Siqueira, Marco Clivati também são pais desse livro maravilhoso que a Editora Europa propiciou aqui junto com a gente. A arte está maravilhosa, está tudo perfeito. Queria agradecer ao pessoal da Editora Europa. E o fechamento final aqui não poderia deixar de ser reforçar a importância da conscientização digital, pessoal. Então, quero deixar aqui espacinho aberto para Ju e Pri, vocês deixarem o último recadinho de vocês e falarem aí do fundo do coração, O que realmente vocês querem, o que vocês esperam para o futuro dessa criançada que é digital, desses adolescentes que são digitais, que estão nas redes sociais? Queria que vocês falassem com muito…
01:07:05
Erick Melo
Pela experiência de vocês, o que vocês esperam, que dicas que vocês dão a esse desfechinho final? Só bate-bola final para a gente encerrar a live aqui. Eu vou começar com a Pri.
01:07:21
Priscila Assis
Bom, gente, acho que tem que encarar de maneira positiva, né? De como é processo evolutivo e que pode acrescentar muito no ambiente escola. Em casa, diálogo, diálogo, diálogo. Quando a gente começa a falar, uma hora vão aprender a escutar também. E entender isso como evolução, né? E se precisar de recursos, que às vezes é o que falta, a gente tem perguntas, mas não tem resposta, né? O livro, né? Nosso livro é uma boa opção pra vocês. Então, você pode adquirir, tentar entender pouquinho, fomentar mais o assunto em casa. Para os educadores também. E aí, a gente pode começar a trilhar caminho, né? Como todo mundo precisa de método, caminho. Então, caminho para chegar num lugar bom, num lugar com equilíbrio.
01:08:01
Erick Melo
Obrigado. Obrigado pela presença. Obrigado por participar desse projeto. Obrigada. E vamos mudar esse cenário aí, Pri. Muito obrigado mesmo. Ju, suas palavras.
01:08:13
Dra. Juliana Orrico
Eu… Espero, né? Eu estava até pensando aqui enquanto ela estava falando o que eu realmente espero, mas eu espero que as crianças, e assim, eu penso muito nos meus filhos quando eu falo de crianças, mas em geral, todo mundo aí, que eles consigam aproveitar a vida, sabe? Assim, viver a vida de uma maneira que vale… Eu tenho uma frase que eu gosto muito da Marsha, que é da DBT, que ela fala que é uma vida que vale a pena ser vivida. Que eles consigam estar presentes nos momentos, porque eu acho que o uso excessivo tira a nossa presença, a gente não consegue perceber, a gente não consegue aproveitar, a gente não consegue viver com equilíbrio, com harmonia, sem precisar dessa coisa rápida, desenfreada. Então, que a gente consiga estar presente. Acho que é isso.
01:08:57
Erick Melo
Adorei a frase e essa presença, com certeza, é a presença do papai e da mamãe, e a gente estar junto com os nossos filhos, para realmente a gente ver futuro menos desconectado. A gente sabe que o futuro, Tende a ser digital, inteligência artificial, tudo isso, mas essa relação, o olho no olho, a gente fala muito disso, né? O olho no livro, essa troca que a gente teve aqui, essa troca que a gente teve com você, que tá acompanhando aqui a gente na live, esse olho no olho é o que a gente realmente espera daqui pra frente. Então, pessoal, queria agradecer a você, Ju, também, pelas palavras, por participar do livro. E você, que tá aqui com a gente, que acompanhou nossa live, nossa uma hora e quase dez minutos de live, a gente tá indo aqui. Quero agradecer a presença de vocês.
01:09:47
Erick Melo
Quero falar pra vocês que vocês não estão sozinhos. Contem com o equilíbrio, sigam a gente nas redes sociais, acessem o nosso site, a gente tem muito conteúdo que a gente coloca, muita dica que a gente dá no dia a dia, lá nas nossas redes sociais, no Instagram, no LinkedIn, nosso blog, estamos de site novo, dá uma navegada lá, conhece pouquinho mais o nosso trabalho. Importante falar, a gente está falando de pais, crianças, escola, mas também a gente faz trabalho com empresas, a gente sabe que a saúde mental também é muito importante quando a gente fala no ambiente empresarial, no ambiente de negócio. Então, cuidar da saúde, seja dos nossos filhos ou principalmente da gente também, né? É essencial. Então, próximas ações nossas que a gente vai ter, vamos continuar com essa live, né?
01:10:36
Erick Melo
Essa live séries, a gente tá no lançamento do livro, mas tem muita novidade, já tem uma lista de muitas pessoas legais. Vamos falar da importância da música, vamos falar da importância de trazer as crianças aqui para o dia a dia e falar também de lives que a gente vai ter no B2B, falar sobre tecnologia, como que eu consigo usar tecnologia ao nosso favor. Então a gente vai ter muito evento como esse. Falar dos nossos eventos presenciais, se você ama escola, se você quer que a gente ajude vocês, ajude a comunidade também, Estamos inteiramente à disposição, porque é isso que a gente quer. Quer conscientizar as pessoas, e esse é o nosso trabalho. Não só nas redes sociais, não só com as lives, não só aqui no Digital, mas também em todos os cantos aqui desse Brasil.
01:11:28
Erick Melo
E para o final, quero agradecer aqui todo o time da Equilibrium que ajudou a gente, seja o time de marketing, time comercial, time de back office, agradecer ao Bruno, Carol, Caróis, todo mundo aqui, o time de vídeo, esse pessoal incansável que trabalha com muito propósito aqui. E você que quiser o livro, só comentar aí no Instagram, coloca lá, eu quero, no post da live, que você vai receber uma mensagem ali, vai ter uma automatização bonitinha para você receber o link com cadastro do desconto que a gente está dando. Pessoal, obrigado para todo mundo que acompanhou a gente e até a próxima. E não esqueça, o impacto das telas na vida das crianças e dos adolescentes. Já está disponível, espero que ele seja muito útil para vocês. Obrigado, pessoal. Obrigada.